As Reações do Setor de Turismo ao "Pós - Pandemia"

A Crise Sanitária Mundial ocasionada pela transmissão desenfreada do Corona Vírus golpeou duramente todo o mercado mundial sendo o setor turístico, juntamente com o setor artístico - cultural, um dos mais afetados sem sombra de dúvida. No Brasil com a retomada gradual das atividades de setores como Industria, comércio e Turismo, vimos os números e indicadores financeiros começarem a se movimentar positivamente, no entanto como a atividade turística é muito ampla vemos reações diversificadas em cada área de atuação. Sendo assim é necessária uma análise mais criteriosa dos principais players do mercado para entender especificamente cada setor e suas reações. Para isso fomos em busca de números oficiais para aprofundar o debate. Um estudo da CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, diz que 50 mil estabelecimentos turísticos tiveram de fechar as portas entre os meses de março e agosto, este número representa a extinção de 16,7% dos estabelecimentos turísticos do País, sendo a redução em quantidade de portas fechadas, de 15200, 5400, 4500 e 3800 nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, respectivamente!

No total, em seis meses de pandemia, foram fechados 481,3 mil postos de trabalho formais no setores ligados ao turismo, representando quase 14% dos empregos, correspondendo o acumulo de perdas a R$ 62,5 bilhões. As perspectivas de perdas econômicas, segundo a FGV – Fundação Getúlio Vargas, em comparação ao PIB do setor em 2019, totalizarão R$ 116,7 bilhões no biênio 2020-2021, o que representa perda de 21,5% na produção total do período, sendo necessário que o turismo cresça em média 16,95% ao ano em 2022 e 2023 para que haja a compensação das perdas sofridas. Ainda que o prejuízo com a pandemia traga números alarmantes, o Turismo Interno, vem liderando a reação do setor, como muitos especialistas já indicavam. Hotéis começam a se movimentar e a receber turistas, sendo essa a tendência já confirmada pelo que vínhamos observando e expondo aqui mesmo e em outras mídias da Turismológico! Através do Portal R7, Manoel Linhares, presidente nacional da ABIH - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis declarou que: "A ocupação média está em 20% da capacidade total. O hoteleiro precisa de 50% de ocupação para pagar os custos, então ele teve que diminuir gastos, dispensar funcionário". Estes dados não devem ser encarados como um balde de água fria e sim como números reais que devem ser analisados e transformados em organização e planejamento específicos, para que cada empresa, negócio e pessoa atuante no setor se recupere e volte a gerar números positivos a médio prazo!

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